Vale a pena investir na interiorização de franquias?

O movimento vem crescendo ano após ano devido aos altos valores para se abrir uma franquia em capitais e cidades maiores

*Mercia Machado Vergili
Lembra daquela imagem de uma cidadezinha de interior? Aquela pracinha, uma igreja, algumas casas ao redor e pouquíssimos carros e habitantes? Pois é, esqueça essa imagem. Hoje, as cidades do interior do Brasil estão cada vez mais bem-estruturadas e com uma boa oferta de serviços e produtos para os moradores locais. Ainda mais quando se fala em franquias, sim, elas mesmas, que comprovam o quanto a interiorização das marcas agora é real e veio para ficar.

Segundo dados da ABF, um dos principais motivos que fizeram o setor de franquias crescer 7% em 2018 foi justamente o crescimento da presença em cidades menores. Só para entender melhor, em 2014, 24,6% das franquias no Brasil estavam presentes em localidades com menos de 500 mil habitantes. Já em 2017, esse número cresceu e chegou em 48,2% — isso significa que as redes em cidades menores são quase a metade de todo o total.

E o que tem feito as marcas começarem a olhar para regiões menores? Fatores como a saturação das capitais, alta mobiliária, consumo menor fora de casa e muita concorrência são as principais. No interior do Brasil, por exemplo, o empreendedor pode apostar em algo que ainda não tem por lá, com a facilidade de conhecer bem as pessoas, quais são os pontos comerciais que realmente podem dar frutos, e cada particularidade da região. Pode parecer que não, mas uma cidade menor tem todos os artifícios para que uma franquia nasça e cresça saudavelmente.

Mesmo assim, é preciso cautela. É necessário estudar muito bem a cidade já que algumas franquias necessitam de alto fluxo de venda para ter uma margem de lucro interessante. Mas no geral, o movimento de interiorização é bom, especialmente, para marcas já consagradas nas capitais e grandes centros ao levar modernidade e facilidade para moradores aos moradores de pequenas cidades. Vale ressaltar que os segmentos de serviços, beleza e estética e alimentação costumam se destacar mais rapidamente.

 

Números e cidades que são boas apostas

Outro fator que vale a pena observar é a quantidade de cidades que tem o maior número de franquias. Do total de 30 localidades, 10 são do interior. E tem mais números expressivos, como São José dos Campos, em São Paulo, onde o volume de unidades franqueadas foi de 13%, enquanto o resto do país viu apenas 9%. Vale dizer ainda que existem mais cidades que tem se destacado: Campinas (SP), Niterói (RJ) e Uberlândia (MG). Porém, é no Estado de São Paulo que o crescimento é maior, já que é lá que estão 9 das 11 cidades do interior que tem maior número de franquias.

Ao mesmo tempo, em SP o crescimento foi mais contido se comparado as regiões Centro-Oeste e Norte. Em 2017, por exemplo, o crescimento de unidades no Centro-Oeste ficou em 8% e até o momento em 2018 já subiu para 8,3%. Já a região Norte concentrava 5,1% de crescimento ano passado e agora já foi para 5,4% — e o ano ainda não acabou.

Além de todos os números que vemos, podemos perceber também que o movimento de expansão para as cidades mais próximas, mas dentro do interior, chama atenção. Muitos novos empreendedores aproveitam que conhecem bem a região e seus vizinhos e tem apostado em vôos ainda maiores, fazendo assim o Brasil se interligar e oferecer cada vez mais todos os tipos de serviços.

Mercia Machado Vergili – Diretora e consultora da GSPP São Paulo. Graduada em Serviço Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social com especialização em Educação em Saúde Pública pela USP.Possui curso completo de Conhecimento Avançado de Franchising pela ABF.A executiva contabiliza 24 anos de experiência como franqueada da SOS Tecnologia e Educação e 10 anos como franqueada do Instituto Embelleze.

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