Franquias: Como a inovação impacta o setor

O franchising é um campo fértil para a inovação por ser um setor que utiliza a informação diariamente

A Lei de Moore, que indica que a relação preço/desempenho da computação dobra a cada 18 meses, e a Lei dos Retornos Acelerados de Kurzweil, que constatou que o padrão de duplicação identificado por Gordon Moore se aplica a qualquer tecnologia da informação, estabelecem impactos profundos nas nossas vidas e nas empresas. Nunca na historia da humanidade vimos este ritmo de mudanças e inovações.

Assim, nesta era da chamada 4ª Revolução Industrial, dominada pela tecnologia e informação, as empresas franqueadoras estão avançando nessa direção. O franchising é um campo fértil para a inovação por ser um setor que utiliza a informação e a interdependência nas relações entre franqueador e franqueado para se manter, crescer de forma sustentável e se reinventar.

As inovações podem estar, por exemplo, no modelo de negócios, passando pelo design, na alta tecnologia aplicada às franquias. É o caso de grandes redes que já contam com labs de inovação, voltados para testar modelos, implementar novas ideias, novas estratégias, e do envolvimento das redes de franquias com as startups, disruptivas por natureza.

Eu e outros líderes do franchising temos trabalhado para levar o pensamento das franquias para outros setores e segmentos da sociedade, como os jovens da geração Y, os chamados millennials. Estamos trazendo essa pegada inovadora desses jovens também para o frachising. Aliás, pesquisas apontam que os millennials têm um perfil empreendedor. Esse fato associado à estrutura própria das franquias pode trazer um ganho enorme para todos os envolvidos na rede e para o setor como um todo. Acredito que ao promovermos a interação de experiências com foco nas necessidades, com uma nova visão voltada a resultados nos negócios, criamos uma simbiose que nos leva à inovação.

Ao observar o dia a dia das empresas, penso que vivemos um tempo em que por vezes soluções comuns não são suficientes. Elas precisam ser disruptivas, paradigmáticas. Por isso creio que as empresas franqueadoras devem estar, mais do que de olhos e ouvidos, com os cinco sentidos atentos e voltados à inovação. Afinal, ela pode ser um fator determinante do sucesso ou fracasso de uma rede.

Entendo que há também um papel fundamental dos líderes e gestores das empresas: o de motivar os colaboradores a inovar. As equipes das franqueadoras, independentemente da área em que atuem, também podem contribuir com ideias ou sugestões inovadoras. Além disso, o próprio trabalho em rede é um propulsor da inovação. Juntos, franqueador e franqueado trocam ideias e buscam encontrar as melhores soluções para as necessidades dos clientes, que sempre devem estar no centro das atenções.

Nosso mercado possui bons exemplos de inovação aplicada ao cotidiano das redes. Entre eles, temos o uso de óculos 3D de realidade virtual, da holografia em vitrines interativas, de provadores inteligentes, da computação cognitiva que está revolucionando os negócios, dentre outras iniciativas.

Fato é que a inovação está definitivamente no centro dos negócios e o franchising tem, cada vez mais, se beneficiado disso.

* Altino Cristofoletti Junior é presidente da ABF – Associaçao Brasileira de Franchising

Fonte: Portal Pequenas Empresas & Grandes Negócios

 

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